Sustentabilidade
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Sustentabilidade: obrigação para 2015

 Texto por Roselaine Vinciprova | foto divulgação A cada ano que passa a discussão sobre a sustentabilidade ambiental aumenta. O que se falava há poucos anos, principalmente, sobre que a água potável está acabando já é sentida em muitos países, e no Brasil, a crise da água em São Paulo tomou grandes proporções. Mas a […]

 Texto por Roselaine Vinciprova | foto divulgação

A cada ano que passa a discussão sobre a sustentabilidade ambiental aumenta. O que se falava há poucos anos, principalmente, sobre que a água potável está acabando já é sentida em muitos países, e no Brasil, a crise da água em São Paulo tomou grandes proporções.
Mas a questão não sustentabilidade não se restringe somente a escassez da água no planeta – apesar de ser uma das mais importantes – tem a ver com a produção de alimentos, produção de lixo, desmatamento maciço de florestas, interferência humana em redutos naturais e muitas outras questões.

RECICLAGEM
A reciclagem de materiais, principalmente na produção de lixos ou descartes, é essencial para a gestão ambiental com destino correto de cada tipo de material. Isso apesar de ser uma medida essencial, é de difícil execução. Em vigor há alguns anos a Política Nacional de Produção de Resíduos Sólidos, obriga que toda a cadeia produtiva seja responsável também pelo descarte de seus produtos. Os municípios têm até 2016 para acabar com os lixões e efetivamente implantar políticas de gestão dos resíduos.

Em 2013 foram produzidos no Brasil 210 mil toneladas por dia de lixo, quase metade ainda foi para os lixões. Cerca de 41,7% não recebe nenhum tipo de controle adequado com altos índices de poluição e contaminação. No Brasil, a produção de lixo cresceu também, passando de 955g para 1,223 quilos.

Nesta área o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, com incentivo para produção de tecnologias limpas, substituição de substâncias na produção de materiais, maior fomento para ciência, tecnologia e inovação em matérias de reciclagem. A questão ambiental deve ser inserida antes da concepção de um produto, e não quanto a sua forma de descarte.

Na Europa a eco concepção se caracteriza por uma visão global, que envolve água, solo, ruído, rejeitos e resíduos, matérias primas e energia em todas as multietapas da produção, desde a sua concepção de design, seleção de matérias, processos, projeto de engenharia, detalhamento do produto, equipamentos, técnicas de produção e projeto. Esse novo conceito leva em conta ainda todas as fases de vida do produto, desde a extração de matéria prima até o tratamento do produto após seu uso.

Esta eco concepção está baseada no conceito de ecoeficiência, que está sendo adotado por empresas do mundo inteiro. Além da responsabilização de quem produz pelo risco que traz ao meio ambiente, alguns países já cobram uma espécie de taxas pelo simples fato de ocuparmos um espaço e estarmos de alguma forma “usando” o planeta. Se você usa o seu carro, está ocupando espaço, gerando poluição e causando dano ao meio ambiente, por isso, deve de alguma forma compensar o meio ambiente.

ÁGUA
Cresce cada vez mais a tendência de que as próximas décadas serão marcadas por uma disputa de água entre os países. Uma disputa travada nos mercados internacionais, principalmente na área alimentícia. Se de um lado existe um uso indiscriminado da água, seja pelas pessoas, indústrias ou produtores, por outro cerca de 748 milhões de pessoas não tem acesso a água potável no mundo.

No Brasil, a crise da água em São Paulo travou várias frentes de discussões sobre o que realmente está se fazendo para evitar o caos no futuro. Mas efetivamente as previsões continuam ruins. Segundo estudos até 2025 essa escassez de água potável deverá atingir dois terços da população mundial. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada sete pessoas no mundo já sofre com a falta de água.
As políticas de prevenção e controle do uso da água ainda são precárias, perto da voracidade com se destrói os recursos naturais. Hoje 70% da água retirada de rios e aquíferos é utilizada na irrigação da agricultura, 19% são gastos pela indústria e 11% destinados a utilização doméstica.

CONSUMO INTELIGENTE
Tudo o que se refere a sustentabilidade caiu rapidamente no gosto popular. As pessoas sabem da importância de preservar a natureza, de ter um consumo consciente e querem de alguma forma ajudar o planeta. Mas a prática ainda está muito longe da casa das pessoas. Os produtos ditos ecológicos ainda amargam um valor mais alto e apesar de 74% da população considerar o quesito ambiental durante o seu consumo, muito poucas estão dispostas a pagar mais por isso. Dados revelam que quase 50% da população recicla o seu lixo, entretanto, muitas ainda despejam óleo de cozinha no ralo da pia. A falta de estruturação da questão ambiental desde a concepção de projetos, por exemplo, faz com que ainda se desperdice a mesma água potável para usar em todos os processos da casa, o que muita coisa poderia ser feita com a água da chuva, ou água da máquina, por exemplo. O transporte público ineficiente só prejudica que as pessoas deixem seus carros em casa para irem trabalhar e assim reduzir o congestionamento e a poluição.

Foi divulgado pela primeira vez um estudo sobre o lixo plástico no mundo. O acumulo de lixo foi bem menor que o esperado, o que acabou sendo uma notícia ruim, porque com o vento, ondas e sol o plástico é quebrado em pedaços e ele será ingerido por espécies marinhas. O movimento para abolir o uso de sacolas plásticas nos supermercados não vingou, mas muitas redes já usam sacolas biodegradáveis que amenizam os danos ao meio ambiente. Dados apontam que o brasileiro consome cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora. Cada brasileiro consome cerca de 66 sacolas plásticas por mês.

 AUMENTO DA POPULAÇÃO

A população cresceu de uma forma desproporcional ao que a terra é capaz de oferecer para suprir suas necessidades. Foram precisos dezenas de milhares de anos para a humanidade alcançar seu primeiro milhão de habitantes, por volta de 1800.  Mas foram necessários apenas 125 anos para dobrar sua população e mais 34 anos para chegar aos três milhões. Atualmente são mais de 6 milhões de habitantes. Estatísticas afirmam que seremos 9 milhões de pessoas em 2050. Atualmente 75% vive em países subdesenvolvidos. Se por um lado grandes empresas lucram cada vez mais com o aumento da população, a terra sofre cada vez mais com a ocupação de espaços, desmatamento desordeiro, extinção de espécies e poluição. Hoje restam apenas 7% da Mata Atlântica, por exemplo.

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