Economia
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Dificuldades financeiras afetam mais de 60% dos trabalhadores da indústria gaúcha

De acordo com a Sondagem Especial do Emprego, o fechamento de vagas continuará nos próximos seis meses. Das indústrias entrevistadas, 53,3% disseram que pretendem diminuir a quantidade de funcionários ou tomar diferentes medidas sem utilizar o recurso de demissões.

Dificuldades financeiras afetam mais de 60%  dos trabalhadores da indústria gaúcha

A queda da produção e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas indústrias gaúchas também afetaram os trabalhadores. Nos últimos seis meses, 64% das empresas no Estado adotaram medidas para reduzir o uso da mão de obra e o número de empregados. As informações são da Sondagem Especial do Emprego da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). “Muitas indústrias evitaram ao máximo a dispensa de trabalhadores na expectativa da melhora no cenário econômico, pois readequação do quadro de pessoal implica em custos elevados. Porém, a baixa perspectiva de retomada no curto prazo tornou esse ajuste inevitável”, avaliou o presidente da entidade, Heitor José Müller.

A pesquisa mostrou que quase metade das indústrias consultadas (47,8%) cortou o número de empregados nesse período, mas uma parte importante delas (40,7%) optou por tomar medidas extraordinárias de diminuição de mão de obra na tentativa de evitar as demissões, apesar da queda de vendas e do aumento da ociosidade. As ações mais utilizadas foram a restrição da quantidade de turnos (38,2%), a não renovação de contratos por tempo determinado (29,2%) e a adoção de férias coletivas não programadas (24,7%).

O recuo da produção (70,5%) e as dificuldades financeiras (32%) lideram a lista de razões que levaram as empresas a tomarem essas decisões. O menor uso da mão de obra, como alternativa à demissão dos trabalhadores, ocorre devido aos altos custos dos encargos nas rescisões, com 43,7% das respostas, a dificuldade de repor funcionário quando o cenário melhorar (42,5%) e a preocupação com a retenção de talentos (33,3%).

De acordo com a Sondagem Especial do Emprego, o fechamento de vagas continuará nos próximos seis meses. Das indústrias entrevistadas, 53,3% disseram que pretendem diminuir a quantidade de funcionários ou tomar diferentes medidas sem utilizar o recurso de demissões.

Entre as que não vão demitir, as alternativas para contornar as dificuldades serão a promoção do uso de banco de horas (32,9%), a não renovação de contratos por prazo determinado (30,0%), a redução do número de turnos (27,1%) e jornada de trabalho com ou sem redução de vencimentos (24,3%), além de férias coletivas não programadas (24,3%).

Medidas adotadas pelas indústrias gaúchas nos últimos seis meses:

64,0% – Tomaram medidas para reduzir o uso de mão de obra, inclusive demissões.

47,8% – Diminuíram o número de empregados.

70,5% – Apontaram a queda da produção como o principal motivo da redução do uso de mão de obra e demissões.

40,7% – Optaram pela redução de uso de mão de obra, sem recorrer a demissões.

43,7% – Evitaram demissões devido aos altos custos envolvidos.

38,2% – Cortaram o número de turnos, item mais citado como opção a demissões.

Medidas das indústrias gaúchas para os próximos seis meses

53,3% – Projetam diminuir vagas ou o uso de mão de obra nos próximos seis meses.

31,4% – Pretendem reduzir o emprego.

33,2% – Adotarão ações de redução do uso de mão de obra, como alternativa a demissões.

32,9% – Vão usar banco de horas e evitar demissões.

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Escrito por TR Comunicação

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