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Sônia Zanchetta: cultura e voluntariado

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Foto | Divulgação Jornalista e produtora cultural, mãe de três filhos (Bruno e as gêmeas Carla e Fernanda), aos 68 anos Sônia Zanchetta é nome de referência na área literária não apenas de Cachoeirinha, como também no Estado. Não por acaso, afinal é uma das incansáveis organizadoras da […]

Sônia Zanchetta: cultura e voluntariado

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Foto | Divulgação

Jornalista e produtora cultural, mãe de três filhos (Bruno e as gêmeas Carla e Fernanda), aos 68 anos Sônia Zanchetta é nome de referência na área literária não apenas de Cachoeirinha, como também no Estado. Não por acaso, afinal é uma das incansáveis organizadoras da Feira do Livro de Porto Alegre e integra a seleta Comissão Executiva do evento.

Amante da boa leitura, ela fez do hábito (quase uma obsessão) uma forma de trabalhar com aquilo que ama e acredita. Sônia fundou o Ágora Escritório de Produção, para atender a Câmara Rio-Grandense do Livro, que além da Feira do Livro da Capital, desenvolve vários outros projetos na área da leitura. “Atualmente, tenho como sócia a relações públicas Raquel Felippe e, além de seguir com os projetos culturais, passamos a atuar, também, na produção de eventos empresariais e no agenciamento de artistas, campo que me parece bastante promissor no RS”, detalha feliz com o novo momento da carreira.

Mas para quem pensa que chegar ao ápice profissional e pessoal foi uma trajetória fácil, engana-se. Filha de Fidel Zanchetta, um dos primeiros loteadores de Cachoeirinha (berço da sua relação com o município), nasceu em Porto Alegre e sua família incluía ainda três irmãos. E foi dentro de casa que aprendeu o peso da força feminina, pois a mãe Maria Adália Pereira da Silva só entrou no mercado de trabalho aos 47 anos, depois de desquitar-se do seu pai. Aliás, o desquite só ocorrera, oficialmente, sete anos depois, quando a Lei do Divórcio foi sancionada e passou a valer no Brasil. “Por coincidência, foi com a mesma idade que voltei ao Brasil, quando me divorciei, para recomeçar minha vida, após ter vivido 17 anos no Equador. Depois de ser aprovada em um concurso realizado pelo Ministério das Relações Exteriores havia chegado a Quito, em 1980, para fazer um estágio de dois anos na Embaixada do Brasil. Ao terminar o estágio, acabei sendo contratada, como funcionária local, para atuar no Setor de Promoção Cultural da Embaixada. Paralelamente, mantive, durante 10 anos, em sociedade com uma amiga brasileira, um salão de chá onde realizávamos muitas atividades culturais. Ainda integrei, durante 13 anos, a diretoria da Associação de Brasileiros Residentes no Equador, que visava à integração da colônia brasileira e mantinha uma creche para o atendimento de crianças provenientes de famílias em situação de vulnerabilidade social”, conta orgulhosa.

A experiência na associação também foi determinante no desenvolvimento de muitas ações voluntárias que viriam no futuro. Hoje, Sônia coordena o projeto Quitanda da Leitura, que promove a circulação de livros na cidade. O Quitanda abastece o acervo do Ponto de Leitura Sol e Lua, uma biblioteca comunitária que também coordena, no bairro Carlos Wilkens. Ainda é responsável pelo projeto a Parada da Leitura, criado na parada 51 da Av. Flores da Cunha, em frente à loja Quero-Quero. Também é dela a iniciativa do Piquenique da Leitura (troca-trocas de livros realizados em espaços públicos), além de apoiar vários outros espaços e projetos de leitura.

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Escrito por trcom

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