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Setembro Verde: vencendo a barreira da doação de órgãos

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Fotos  |  Divulgação A perda de uma pessoa especial em nossa vida é um momento doloroso, nos submete aos mais diversos sentimentos. No mês de setembro muitas ações são desenvolvidas com o intuito de conscientizar e alertar a população sobre a importância da doação de órgãos. A falta […]

Setembro Verde: vencendo a barreira da doação de órgãos

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Fotos  |  Divulgação

A perda de uma pessoa especial em nossa vida é um momento doloroso, nos submete aos mais diversos sentimentos. No mês de setembro muitas ações são desenvolvidas com o intuito de conscientizar e alertar a população sobre a importância da doação de órgãos. A falta de informação e a recusa familiar são os principais motivos para a não realização de muitos transplantes.
Para se tornar um doador de órgãos, basta comunicar sua família. A doação só ocorre com autorização dos parentes mais próximos. Por isso, a importância das pessoas conversarem e expressarem o desejo de se tornarem doadores.

De acordo com a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, atualmente 1.1163 pessoas estão aguardando um transplante de órgão. A maioria deles sofre de insuficiência renal. No ano passado houve um aumento no número de doadores em todo o Brasil, porém ainda está abaixo do esperado. Segundo o Ministério da Saúde, em 2016 foram 24.958 doações, alta de 5% em relação ao ano anterior. Mas apesar do crescimento, a resistência de doação de órgãos por parte das famílias ainda é um desafio.

Em dezembro de 2016 eram cerca de 35 mil pessoas esperando por transplante. Só no ano passado, mais de 2 mil pessoas morreram aguardando essa doação. Dessas, 82 crianças. Paralelo, a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) constatou que no mesmo ano, 10.158 pessoas tiveram morte encefálica e poderiam ter sido doadoras, mas 43% das famílias consultadas não deram a autorização. Entre os tabus, a insegurança com relação ao diagnóstico na morte do encefálico, não saber para onde vão os órgãos e o corpo mutilado. São considerados doadores efetivos aqueles que doam pelo menos um órgão sólido (rim, coração, fígado, pâncreas e pulmão).

Dados dos transplantes no Brasil

-O Brasil é o maior sistema público de transplantes do mundo;
-Quase a totalidade dos transplantes de órgãos são feitos via Sistema Único de Saúde (SUS);
-Transplante de coração mais que dobrou entre 2010 e 2016;
-Em seis anos, o País registrou aumento de 18% no número de transplante;
-Além do coração, outros órgãos registraram recorde de transplantes em 2016: pâncreas, fígado, pulmão, rim e medula óssea.

O que é um transplante?

-É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.

O que é preciso para ser um doador?

Para ser doador, a pessoa não precisa deixar nada por escrito, em nenhum documento, basta comunicar sua família do seu desejo da doação. Ela só ocorrerá após a autorização familiar. O doador vivo pode ser qualquer pessoa que concorde com isso. Ele pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão.
Coração, córnea, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, veias, ossos e tendão só podem ser retirados de doador falecido. Ou seja: um único doador pode salvar muitas vidas. Órgãos doados destinam-se a pacientes que necessitam de transplante e aguardam na lista única definida pela Central de Transplantes.

Conscientização do câncer de intestino

Pelo terceiro ano consecutivo no País, o Setembro Verde também virou sinônimo da causa pelo diagnóstico precoce para evitar o câncer de intestino ou colorretal, que figura entre os mais incidentes no Brasil e no mundo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) preveem para este ano 17.620 novos casos de câncer de cólon e reto em mulheres e 16.660 em homens. O câncer colorretal é o segundo mais frequente nas mulheres (após mama) e o terceiro nos homens (após próstata e pulmão).

Outro fator de risco é a idade, principalmente a partir dos 50 anos. Geralmente o câncer de intestino é precedido de um pólipo, pequena verruga na mucosa do intestino. Este pólipo leva alguns anos para se desenvolver, assim, é possível diagnosticá-lo antes que se torne maligno. Pessoas com casos de pólipos na família devem ficar alertas, assim como portadores de doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e Doença de Crohn).

Prevenção – Em geral, a doença pode ser prevenida com hábitos como: ingestão de fibras, frutas, verduras e peixes. Ainda ter um baixo consumo de gordura (principalmente as de origem animal como carne vermelha e queijos), prática regular de exercícios físicos, evitar o tabagismo e a ingestão exagerada de álcool.

Estudos têm comprovado que outros alimentos também podem auxiliar na prevenção, como curry, gengibre, pimenta negra, ginseng, açafrão, berberina (encontrada em raízes e cascas de plantas medicinais e alguns tipos de uva), cogumelos, vinho tinto, soja e alimentos probióticos (com microrganismos vivos).

Em estágios avançados, o câncer do intestino pode causar perda de sangue nas fezes, dor abdominal, massa abdominal palpável, alteração do ritmo intestinal, emagrecimento, náuseas, vômitos e anemia. Quando detectada a doença, na maioria das vezes o tratamento é realizado por meio de cirurgia para remoção da parte afetada. Dependendo do grau de desenvolvimento do tumor, podem ser necessárias quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

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Escrito por trcom

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