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Comportamento
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Que diferença eu fiz? Que marcas eu deixei?

| Carlos Panni Médico e escritor Um ano termina, outro começa e, não é o ano que interessa… Interessa o que eu fiz, ou o que deixei de fazer… o que eu faço… o que eu farei… Às vezes falta tempo, outras, o tempo sobra… Correndo contra ele ou ao seu favor… A vida continua, […]

Que diferença eu fiz? Que marcas eu deixei?

| Carlos Panni
Médico e escritor

Um ano termina, outro começa e, não é o ano que interessa… Interessa o que eu fiz, ou o que deixei de fazer… o que eu faço… o que eu farei…
Às vezes falta tempo, outras, o tempo sobra… Correndo contra ele ou ao seu favor…

A vida continua, contínua… Cheia por vezes, vezes outras, vazia… E a pergunta que instiga, ou preocupa, ou acusa…
Que diferença eu fiz? Que marcas eu deixei?

Que diferença eu fiz na hora da tempestade? Fui mão estendida ao desesperado? Levei conforto ao desafortunado? Fui pão, fui água, fui luz, fui palavra?
Saciei o faminto de amor, o sedento do saber, o direito de viver?… Questionei, me indignei, me acomodei, fui para a rua?

E me faço o questionamento: O que consta na agenda que se encerra? Qual o conteúdo no diário do ano que passa? O que conta a minha história no livro da vida pregressa?
Um ano termina, outro começa e, não é o ano que interessa…

Vivemos um dilema: produzir sempre mais, crescer incessantemente?
Ter, poder, para poder ter poder… Ter o que? Ter que poder? Poder para ter o quê? O pensador ensina: sempre há duas maneiras de se olhar:
– “de cá para lá e de lá para cá”. Certo! Óbvio! Mas não para todos!

É preciso olhar para os bens materiais… o pão não pode faltar… A curiosidade instiga e investiga, e descobre, e fabrica… A ambição produz e reproduz e multiplica… Mas se se perdem os limites, o bom senso, o preço e o custo… pode-se enriquecer a todo custo e a vida segue o curso… Até que haja um acidente no percurso…

E a pergunta se repete:
– Que diferença eu fiz? – Que marcas eu deixei?
Então, de lá para cá há outro chamamento, um novo conceito, um dever diferente, outro direito:

– Desfrutar da viagem, olhando a paisagem…
E em cada parada uma mensagem:
– Acorda, homem, segue o caminho… Não pare!

Não se atenha ao arcaico, ao passado… Leve apenas o que for leve, que ainda te serve… Dos enganos, o aprendizado, pedra polida, a estrada florida, da paz de espírito, do bem que se fez, de passagem, além da miragem… tem o além…

Um ano termina, outro começa, mas não é o ano que interessa…
Interessa o que eu fiz ou o que deixei de fazer, o que eu faço e o que farei…
Faça 2018 FELIZ!

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Escrito por trcom

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