Saúde
0

Por que tanta gente sofre de tendinite?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada 100 pessoas sofre com a dolorosa tendinite. Como o corpo humano tem mais de 4 mil tendões — e a tendinite é a inflamação de algum deles —, fica fácil entender porque os números são tão altos. Todo tendão, da cabeça aos pés, pode sofrer […]

Por que tanta gente sofre de tendinite?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada 100 pessoas sofre com a dolorosa tendinite. Como o corpo humano tem mais de 4 mil tendões — e a tendinite é a inflamação de algum deles —, fica fácil entender porque os números são tão altos.

Todo tendão, da cabeça aos pés, pode sofrer tendinite. Mas, por causa da vida moderna, as áreas mais afetadas são as dos punhos e antebraços. Mexer repetitivamente no celular, digitar no teclado do computador e até dirigir estão entre as principais causas do problema.

A tendinite pode acometer qualquer pessoa. Mas as maiores vítimas são as que não fortalecem os músculos, deixam o alongamento de lado e adotam uma postura inadequada ao longo do dia. A doença causa dores severas e limita a mobilidade, podendo causar até mesmo rupturas e levar à necessidade de cirurgia se não for tratada de maneira adequada.

A tendinite é uma inflamação do tendão (uma estrutura composta por fibras resistentes, tecido conjuntivo, colágeno e uma espécie de ligamento que une o músculo ao osso). Os tendões são responsáveis por fixar toda essa estrutura aos ossos e estão localizados nas regiões dobráveis. Graças a eles, é possível movimentar as mãos, os ombros, as pernas e outras regiões do corpo. A inflamação causa muita dor, inchaço e edema do tendão, podendo ocorrer em qualquer região do corpo. Contudo, costuma aparecer principalmente no ombro, no cotovelo, no punho, no joelho e no tornozelo.

Muitos são os fatores que levam à tendinite, contudo, à medida que o corpo vai envelhecendo, os tendões começam a perder a elasticidade, de modo que o risco de surgimento das tendinopatias se torne maior. Nesse sentido, a doença pode ter duas causas: a mecânica e a química. A mecânica é provocada devido à realização de movimentos e de esforços prolongados, contínuos e repetitivos sobre o tendão. A causa química acontece devido a fatores e reações bioquímicas internas do corpo, como a alimentação incorreta e a produção e liberação de substâncias tóxicas pelo organismo, além da falta de drenagem adequada, o que gera a desidratação dos músculos e dos tendões. Fonte – https://www.hipolabor.com.br

Descanso

A área acometida pela tendinite precisa de repouso e relaxamento. Nesse sentido, dar uma pausa nos hábitos que levaram ao problema é essencial para o tratamento surtir efeito. Ou seja, o paciente deve tirar férias ou licença caso o motivo da lesão tenha sido a realização de movimentos repetidos.

Da mesma forma, se a tendinite foi causado por uma lesão esportiva, a pessoa deve parar de praticar esportes por um tempo. Caso a interrupção não seja possível, é fundamental reduzir a intensidade da atividade para evitar maiores complicações no futuro. Uma boa ideia é utilizar bandagem, tala ou cinta com o intuito de diminuir a movimentação da musculatura e dos tendões na região.

tendinite 3

Fatores de risco

• falta de alongamento muscular que causa sobrecargas no tendão;
• envelhecimento — os tendões vão perdendo a flexibilidade à medida que envelhecemos. Isso os torna mais suscetíveis ao surgimento de lesões;
• doenças como diabetes e artrite reumatoide;
• postura inadequada — causa sobrecarga, maior atrito e lesão dos tendões;
• estresse — causa fadiga e contraturas musculares, muitas vezes involuntárias;
• doenças autoimunes — as células de defesa do organismo confundem os tendões como uma estrutura desconhecida e agem com o intuito de destruí-las;
• movimentos repetitivos e esforço vigoroso, principalmente devido ao trabalho excessivo;
• praticantes de esportes como corrida, tênis, natação, basquete, golfe, beisebol etc.

Como prevenir 

• manter uma alimentação saudável e balanceada, com vitaminas e fontes de cálcio e ferro;
• praticar exercícios com o objetivo de fortalecer os músculos e os tendões;
• evitar movimentos repetitivos. Caso isso seja impossível, o ideal é fazer pausas e intervalos significativos para diminuir os riscos;
• realizar exames de rotina com regularidade;
• dar atenção ao alongamento e ao resfriamento do corpo antes e depois de praticar qualquer atividade física. Muitos “atletas de final de semana” não dão a devida importância a esse cuidado;
• manter uma postura ereta e evitar sobrecarregar diferentes regiões do corpo;
• manter a diabetes controlada, bem como outras doenças.

Compartilhar:
  • googleplus
  • linkedin
  • tumblr
  • rss
  • pinterest
  • mail

Escrito por trcom

There are 0 comments

Leave a comment

Want to express your opinion?
Leave a reply!