Comportamento
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Onde você “gasta”sua energia?

| Carlos Panni Médico e escritor Na verdade, segundo Antoine Lavoisier, há mais de duzentos anos: – “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Em outras palavras, energia (e tudo é energia!) não se “gasta”, mas é utilizada e se transforma de acordo com o seu emprego. Parece óbvio, mas o […]

Onde você “gasta”sua energia?

| Carlos Panni
Médico e escritor

Na verdade, segundo Antoine Lavoisier, há mais de duzentos anos: – “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Em outras palavras, energia (e tudo é energia!) não se “gasta”, mas é utilizada e se transforma de acordo com o seu emprego.

Parece óbvio, mas o detalhe, para nós humanos – dito sapiens – é como, onde, quando e quanto a utilizamos.

O verbo utilizar significa, etimologicamente, usar em algo útil.

Mas nem sempre é assim.

Vejamos: O pedreiro emprega sua energia física para trabalho braçal e, no fim do dia, está cansado. O engenheiro emprega sua energia mental para o trabalho e, no fim do dia, está cansado. Ambos tiveram um dia produtivo e, após uma boa noite de sono, acordam com novo aporte energético. Aos finais de semana repousam se divertem e recomeçam revigorados.

Até aí, tudo bem!

O problema se instala quando esta energia é consumida de forma improdutiva, dissipada e desperdiçada em atividades improdutivas, sobretudo, emocionais. É, em suma, além do desperdício, um prejuízo para a saúde física, mental, profissional e de relacionamento.

Como nosso organismo tem uma quantidade relativamente limitada de energia, tal perda irá acarretar sério desfalque para as atividades produtivas, como o trabalho, o estudo, a convivência familiar, social e o próprio lazer. Falo principalmente da ANSIEDADE com suas múltiplas manifestações.

São bem conhecidas e doloridas as contraturas musculares (que, por si só, já “gastam” energia, além das dores que ocasionam), as noites mal dormidas (ao invés de recuperar, consomem mais energia), a indisposição, a fadiga, o desânimo, o esquecimento, a irritabilidade, a baixa produtividade laboral e acadêmica, a diminuição da libido e a queda das defesas orgânicas (entre outras…).

Por que isso é importante?

Ora, está em jogo, em última análise, a qualidade de vida.

Questionar-se sobre o porquê da fadiga, das dores, mau funcionamento dos órgãos, humor instável, insônia (…) é o primeiro e fundamental passo para verificar se estamos usufruindo adequadamente do nosso aporte de energético. Então, ele está sendo produtivo ou se esvaindo em ansiedades, intolerâncias, mágoas, traumas e pessimismos?

É de bom alvitre, segundo nos alerta Lavoisier, empregar e transformar nosso combustível vital no que nos gratifica, nos promove, nos edifica e nos faz leves, soltos e felizes!

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Escrito por trcom

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