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Psicologia
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O que tenho feito com o meu tempo?

| Eveline Juswiak Psicóloga – CRP 07/20725 O que significa ter uma agenda cheia? Já faz um tempo que tenho questionado isso, pois vejo cada vez mais as pessoas sobrecarregadas. Pais colocando diversos compromissos na agenda de seus filhos, pessoas que mesmo sem compromissos pré-estabelecidos não param de realizar tarefas. Algumas falam orgulhosamente que não […]

O que tenho feito com o meu tempo?

| Eveline Juswiak
Psicóloga – CRP 07/20725

O que significa ter uma agenda cheia? Já faz um tempo que tenho questionado isso, pois vejo cada vez mais as pessoas sobrecarregadas. Pais colocando diversos compromissos na agenda de seus filhos, pessoas que mesmo sem compromissos pré-estabelecidos não param de realizar tarefas. Algumas falam orgulhosamente que não tem tempo para nada, outras que nem tem tempo de falar sobre isso.

Se você é uma dessas pessoas, talvez possa usar esse início de ano para refletir sobre isso.

Em algumas leituras que fiz ao longo do ano de 2018, me deparei com algo que já pensava e só veio a confirmar minha ideia. Existem comportamentos que usamos para anestesiar nossas emoções, ou seja, com o intuito de não senti-las. Dentre esses comportamentos estão o uso excessivo de álcool, drogas, medicações, e a famosa agenda cheia.

Claro que existem situações, momentos de vida, e até tipos de profissões em que isso fica mais evidente, sendo difícil de evitar a agenda lotada. Mas ainda é necessário pensar sobre que função o excesso de tarefas está tendo em nossas vidas. Eu conheço algumas pessoas que vem usando a agenda cheia como forma de não pensar sobre os problemas, nem sentir as emoções.

Estava conversando, recentemente, com uma amiga e ex-colega de faculdade que começou um processo terapêutico nesse ano e vem percebendo o quanto ao longo de sua vida vem preenchendo a sua agenda com compromissos e metas para não precisar parar e pensar sobre a sua vida. Nesse momento em que ela começou a parar para se olhar começou a perceber o sofrimento do qual estava fugindo, mas que permaneceu ali. Percebeu que não só alcançar metas nos torna em uma pessoa plena. Ela tem vivido momentos difíceis, mas necessários para que ela viva de maneira mais completa.

Muitas vezes uma relação com problemas nos leva a não ficar muito tempo em casa. Ou o medo da solidão, de estar só com a gente mesmo, nos leva a buscar estar sempre ocupado com algo ou alguém. Outras vezes a própria profissão, que pode não nos trazer satisfação, faz com que fiquemos ocupados para não refletir sobre a insatisfação. E na maior parte das vezes o simples fato de não querer sentir algo desconfortável como o medo, a tristeza, a frustração, é o que nos mantém o tempo todo “trabalhando”.

Mas tenho algo para te dizer: não adianta fugir! As emoções são parte da nossa vida, e aquilo que não é sentido não pode ser mudado.

Se eu não parar para olhar como a minha vida está, não poderei escolher rumos diferentes para ela. E sempre há essa possibilidade, sempre podemos mudar o caminho que estamos trilhando. Muitas vezes é necessário mudar a forma que nos relacionamos com as pessoas, outras tantas precisamos aprender a questionar a visão de mundo que temos.

Para esse ano se permita olhar mais para a vida que tens levado, não só de maneira pratica com metas a serem alcançadas, mas sim olhando para o teu dia a dia, para a pessoa que tu tens sido, para as relações que tens desenvolvido, para forma como tem levado os teus dias.

Que possamos ter mais gentileza com a gente mesmo, ser mais atentos e conscientes ao momento presente, mais corajosos para realizar aquilo que desejamos e para viver a vida que valorizamos!

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Escrito por trcom

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