Comportamento
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Enquanto não “cai a ficha”…

| Carlos Panni Médico e escritor “Cair a ficha” é uma expressão popular, mas muito adequada em várias situações vividas por muitas pessoas (se não todas?) no vai – e – vem da vida. Às vezes, no oba-oba das múltiplas tarefas, tudo vira rotina e elas podem passar a escolher e a fazer tudo de […]

Enquanto não “cai a ficha”…

| Carlos Panni
Médico e escritor

“Cair a ficha” é uma expressão popular, mas muito adequada em várias situações vividas por muitas pessoas (se não todas?) no vai – e – vem da vida.

Às vezes, no oba-oba das múltiplas tarefas, tudo vira rotina e elas podem passar a escolher e a fazer tudo de forma automatizada, robótica, repetitiva, sem perceberem e sem se dar tempo para uma reflexão do como e do porque… Não se dão conta do quanto é importante, e por vezes, fundamental, uma análise para verificar se os resultados ainda são suficientemente gratificantes e condizentes com metas, sonhos, objetivos e expectativas…

Repetem escolhas e atitudes, mesmo que não sejam as mais adequadas pelo simples fato de não haver “caído a ficha” de que os tempos são outros e as demandas mudaram. Difícil imaginar alguém usando um mimeógrafo ou uma lamparina a querosene tendo condições de comprar uma impressora a laser e uma lâmpada led de alto desempenho… Exemplo banal, mas convida a analisarmos nossa postura em todas as esferas dos nossos projetos e relacionamentos. Relação conjugal, familiar, social, empresarial e – inclusive – religiosa precisam ser revistas e atualizadas. Não é questão de modismo, de “maria-vai-com-as-outras”, é uma medida salutar de adequação à evolução oferecida – felizmente – em muitos setores da vida humana.

Se não “cair a ficha”, não há como mudar, evoluir, desfazer-se do arcaico e investir no adequadamente novo. Nessas situações, se “não cair a ficha” tudo será igual ao que era antes e, por conseguinte, retrógrado e deletério para si, para os empreendimentos e para a convivência.

Não me refiro, óbvio, aos valores morais e dos bons costumes que nunca envelhecem e não deveriam – jamais – deixar de ser a estrela do oriente!

Refiro-me aos valores, hábitos e costumes que aprisionam novas ideias, amortecem a criatividade e o empreendedorismo, subjugam as relações interpessoais, aprisionam relações afetivas…

Às vezes é preciso “cair a ficha” para voltar a polir a pedra bruta e redescobrir os próprios valores, méritos, direitos e resgatar a dignidade!

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Escrito por trcom

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