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Endometriose, uma doença feminina

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Fotos | Divulgação Você precisa ser quase uma mulher maravilha, quando tem endometriose. É tanto sintoma desagradável, que fica difícil equilibrar a rotina. Comum para a grande maioria das mulheres, as cólicas menstruais castigam ainda mais quem sofre com a doença. E o desconforto não para por aí. […]

Endometriose, uma doença feminina

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Fotos | Divulgação

Você precisa ser quase uma mulher maravilha, quando tem endometriose. É tanto sintoma desagradável, que fica difícil equilibrar a rotina. Comum para a grande maioria das mulheres, as cólicas menstruais castigam ainda mais quem sofre com a doença. E o desconforto não para por aí.

A endometriose é uma doença inflamatória que ataca o tecido do útero, os ovários, a bexiga e até o intestino. O diagnóstico não é fácil e é mais comum em mulheres que estão no período reprodutivo. Ela pode surgir logo após as primeiras menstruações.

Os sintomas da doença podem surgir na adolescência, durante a relação sexual, entre as menstruações, ao defecar e até ao urinar. Também é comum ocorrer sangramento na urina ou nas fezes e, em casos mais graves, infertilidade. Na maioria dos casos, o diagnóstico clínico-ginecológico é suficiente, permite iniciar o tratamento e manter o acompanhamento da mulher a fim de avaliar a resposta terapêutica. A escolha do tratamento deve levar em consideração a gravidade dos sintomas, a extensão e localização da doença, o desejo de gravidez, a idade da paciente, efeitos adversos dos medicamentos e complicações cirúrgicas.

Hoje, a maior causa de infertilidade é a endometriose. A instalação da doença nos ovários pode provocar o aparecimento de um cisto denominado endometrioma. Este cisto pode atingir grandes proporções e comprometer o futuro reprodutivo da mulher. O diagnóstico e tratamento precoce são importantes para prevenir a infertilidade. Todavia, nem todas as mulheres que têm a doença serão impedidas de ter filhos. Desde, é claro, que seja feito o tratamento correto.

A endometriose é considerada uma doença crônica, portanto, sem cura definitiva. Entretanto, os tratamentos com cirurgia ou medicamentos específicos podem permitir uma melhor qualidade de vida às portadoras da doença. Alguns estudos recentes mostraram que cirurgias que conseguem extrair todas as lesões visíveis podem diminuir ou retardar a recorrência das lesões e dos sintomas de endometriose.

Hábitos alimentares positivos

Coma vegetais crus, frutas e cereais integrais – Eles mantêm o intestino funcionando no ritmo certo e, com isso, evitam que as toxinas fiquem acumuladas ali e prejudiquem a imunidade. As fibras desses alimentos, especialmente as solúveis, ainda reduzem a absorção de gordura, que, em altos índices no organismo, estimula a produção do estrogênio –hormônio que, também em excesso, favorece a evolução da endometriose;

Aposte nos antioxidantes – As vitaminas A (presente em vegetais verde-escuros e amarelo-alaranjados), C (frutas cítricas, tomate, pimentão) e E (azeite, abacate, semente de abóbora, cereais integrais) são as mais potentes contra os radicais livres, responsáveis pela inflamação no útero. A vitamina E oferece mais um benefício: inibe a prostaglandina, substância envolvida no mecanismo da dor;

Muita vitaminas do complexo B – Regulam o ciclo menstrual e modulam a inflamação. O resultado é menos dor. Elas estão presentes em carnes magras, ovos, leite, queijo e leguminosas (feijão-branco, lentilha, grão-de-bico). Já massas e pães refinados, álcool, cafeína e açúcar reduzem os níveis dessas vitaminas.

endometriose 1 site

Tratamento – O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento medicamentoso ou cirúrgico, ou ainda a combinação desses. Mulheres mais jovens podem utilizar medicamentos que suspendem a menstruação. Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. Tudo vai depender do diagnóstico e do planejamento familiar da mulher. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, e não obtém melhora com o tratamento medicamentoso, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento. Os exames laboratoriais e de imagem podem contribuir. A vídeo-laparoscopia é indicada apenas nos casos que não melhoram com o tratamento instituído.

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Escrito por trcom

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