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Dia do Maçom – 20 de agosto

| Carlos Panni Médico e escritor Se nos remetermos ao Gênesis – o Primeiro Livro do Antigo Testamento – vamos constatar, mesmo que simbolicamente, que desde lá começam as lutas entre o bem e o mal e as suas consequências: o paraíso versus a degradação terrena. A seguir Caim matou Abel e as disputas continuam […]

Dia do Maçom – 20 de agosto

| Carlos Panni
Médico e escritor

Se nos remetermos ao Gênesis – o Primeiro Livro do Antigo Testamento – vamos constatar, mesmo que simbolicamente, que desde lá começam as lutas entre o bem e o mal e as suas consequências: o paraíso versus a degradação terrena. A seguir Caim matou Abel e as disputas continuam até hoje e, se o crime não compensa, a paz está sendo cada vez mais vilipendiada e distante.

Os seres humanos começam a existência terrena tão puros como originariamente, Adão e Eva. Não têm máculas, traumas… são inocentes…

No entanto, conforme crescem, vão acrescentando toda sorte de malformações e deformações no seu caráter e na sua personalidade.

E quem às faz maculadas, marcadas, sofridas? Quem lhes deserda do paraíso e às condena aos sofrimentos terrenos?

Nós as deserdamos! Nós as maculamos e as expulsamos do paraíso da perfeição e da inocência!

Passamos, de pais para filhos, um legado de brutalidades advindas da ignorância e da maldade dos tempos.

Nem sempre o adulto se dá conta de que o grande desafio da vida é promover a transmutação do mal que recebemos para o bem que podemos legar à posteridade. Este é, de fato, o maior dos desafios.

Está em nossas mãos o quebrar paradigmas, normas obsoletas, tabus, preconceitos, sanar carências e abandonos.

Se a tecnologia tem avançado e aperfeiçoado em termos exponenciais, como anda o avanço da “tecnologia” vivencial e relacional conosco mesmos, com os outros, com a natureza e com o G.A.D.U.?

A tecnologia raramente repete erros. Nós continuamos repetindo-os geração após geração.

E o que fazer? Por onde começar?

Conta a história que um pai, querendo que o filho o deixasse trabalhar, recortou um grande “mapa mundi” em muitos pedaços, misturou-os e deu ao filho para reconstruir o “quebra-cabeça”. Esperava que a criança demorasse horas para consegui-lo. No entanto, menos de uma hora depois o garoto lhe entregou o mapa perfeito.

Como conseguiste, tão rápido, reconstruir um mapa tão complexo, perguntou o pai?

Fácil, disse o menino. Enquanto o senhor recortava o mapa, percebi que do outro lado havia a figura de um homem. Então, foi mais fácil reconstruir o homem, e a partir dele, reconstruí o mundo.

Eis aí o trabalho do Maçom!

Reconstruir-se para reconstruir o mundo!

Desbastar impurezas, retificar arestas, retirar imperfeições incrustradas na infância ou através dos milênios ou, talvez, de vidas passadas…

Polindo a “Pedra Bruta”, reconstruir o homem para reconstruir o mundo!

Esta é a tarefa, este é o desafio!

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Escrito por trcom

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