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Álcool compromete a formação das memórias

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brown, nos EUA, aponta que o álcool sequestra os mecanismos de formação das memórias e muda a expressão das proteínas nos neurônios, criando uma necessidade de beber mais apesar de eventuais memórias ruins associadas à bebida no passado, como ressacas e acontecimentos desagradáveis. Segundo o estudo, uns […]

Álcool compromete a formação das memórias

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brown, nos EUA, aponta que o álcool sequestra os mecanismos de formação das memórias e muda a expressão das proteínas nos neurônios, criando uma necessidade de beber mais apesar de eventuais memórias ruins associadas à bebida no passado, como ressacas e acontecimentos desagradáveis. Segundo o estudo, uns poucos drinques em uma noite já são suficientes para alterar a formação das memórias em nível molecular.

Um dos maiores desafios na luta contra o alcoolismo é o alto risco de recaídas, mesmo depois de progressos significativos. Para tentar entender os mecanismos por trás do problema, os cientistas norte-americanos estudaram o cérebro das moscas-de-fruta, cujos sinais de formação de memórias de repulsa e recompensa são muito parecidos aos dos humanos.

Só para entender, o cérebro tem mecanismos para “premiar” por determinadas ações – fazendo a gente se sentir bem e nos punir por atos não tão bons – fazendo a gente se sentir mal em relação a eles. São mecanismos talhados pela evolução para nos proteger. No entanto, com as drogas em geral, a coisa não funciona bem assim.

Lançando mão de ferramentas genéticas, os pesquisadores “desligaram” seletivamente alguns genes das moscas, ao mesmo tempo em que ensinaram os insetos onde conseguir álcool com facilidade. Isso permitiu aos cientistas observar as proteínas envolvidas no mecanismo de recompensa.

Uma das proteínas responsáveis pelo gosto dos insetos pelo álcool é conhecida como Notch. Essa proteína é a primeira peça do dominó numa cadeia molecular que envolve o desenvolvimento do embrião, o desenvolvimento do cérebro e as funções do cérebro adulto de humanos e outros animais. Tais cadeias moleculares são similares ao que chamamos de “efeito dominó” – quando a primeira peça cai (neste caso, quando a molécula biológica é ativada) e deflagra a queda de várias outras peças na sequência.

Uma das peças de dominó nessa cadeia molecular afetada pelo álcool é um gene receptor de dopamina, ou seja, que faz com que uma proteína nos neurônios reconheça o neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar. O gene receptor é responsável por classificar uma memória como agradável ou desagradável. E é ai que o álcool atua.

 

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Escrito por trcom

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