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Adoção… por que não?

Dia 25 de maio foi celebrado o Dia Nacional da Adoção. A data tem como objetivo debater sobre um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade. Em Gravataí, atualmente existem 70 acolhidos com idades entre zero e 18 anos, divididos em […]

Adoção… por que não?

Dia 25 de maio foi celebrado o Dia Nacional da Adoção. A data tem como objetivo debater sobre um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade.

Em Gravataí, atualmente existem 70 acolhidos com idades entre zero e 18 anos, divididos em cincos abrigos residenciais mantidos pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria municipal da Família, Cidadania e Assistência Social (SMFCAS). Destes, há quem já está destituído do poder familiar, ou seja, apto pra ser adotado. Porém, em muitos casos, não está dentro do perfil que os casais buscam para adotar.

Segundo a diretora da Proteção Especial, Margarete Farias, o processo de restituição do poder familiar dura em média dois anos. Após isso, ou a criança volta para a sua família ou vai para o que se chama popularmente de “fila de adoção”.

Crianças de até três anos, já adaptadas para ser inseridas em uma nova família, rapidamente são adotadas, porém, após esta idade, o processo começa a se tornar mais difícil. “Tem casos de crianças com seis anos, em que o judiciário tenta que casais modifiquem o perfil para poder adotá-las, porque a primeira opção é sempre de bebê, o que raramente se tem, ou quando se tem, a fila é grande e o caso resolvido com brevidade, evitando que a criança fique abrigada”, diz Margarete.

O que é importante?

Margarete relata que um dos pontos mais importantes neste processo de adoção é a consciência do casal que quer adotar da importância da história da criança que será sua filha. “Vemos muitos casos que o adotante não se adapta a criança, já que ela, por conta de todo o sofrimento, carência e necessidade de ter uma família, se adapta facilmente a rotina do novo local.”

Ela destaca que o passado não será apagado e que o sofrimento passado anteriormente precisa ser ressignificado. “Os novos pais precisam sempre lembrar que toda a história de vida faz parte da criança e do processo de adoção. Muitos casos, como abusos sexuais, por exemplo, precisarão ser trabalhados inclusive com acompanhamento profissional.”

E Margarete ainda finaliza afirmando que é só o amor, o afeto e a vontade de ter um filho que fará com que todas as situações sejam contornadas, sempre para o bem da criança. Para quem pretende adotar ou está no cadastro, o importante repensar o perfil desejado e lembrar que há muitas crianças e adolescentes querendo dar e receber amor. Só precisam de uma oportunidade.

O papel do município

A diretora da proteção especial explica que o papel do município com relação a estas crianças e adolescentes é o do cuidado enquanto abrigadas e do acompanhamento na fase de aproximação entre adotado e adotantes. “Temos equipes técnicas que trabalham justamente nesta intermediação entre o abrigo e a nova família.”

Margarete ainda revela que a adoção é a última instância para que a criança ou o adolescente possa usufruir de uma relação harmoniosa e saudável num contexto familiar e social. “Antes, a justiça faz todas as tentativas para que a criança seja reinserida na sua família biológica.”

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Escrito por trcom

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