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29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Fotos  | Divulgação O inimigo mora na sua boca, ou melhor, a cada tragada de cigarro. Mas a informação não é novidade para ninguém e não são poucas as pessoas que tentam se livrar do vício todos os dias, ainda que seja uma dura batalha. Para ajudá-los, todos […]

29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

Texto | Denise de Oliveira Milbradt | Fotos  | Divulgação

O inimigo mora na sua boca, ou melhor, a cada tragada de cigarro. Mas a informação não é novidade para ninguém e não são poucas as pessoas que tentam se livrar do vício todos os dias, ainda que seja uma dura batalha. Para ajudá-los, todos os anos, no dia 29 de agosto, diversas ações são realizadas no Brasil para lembrar o Dia Nacional de Combate do Fumo.

A fumaça do cigarro possui mais de 4 mil substâncias tóxicas que trazem riscos à saúde. As mais conhecidas são a nicotina e monóxido de carbono. Há também substâncias radioativas como polônio 210 e cádmio – este último encontrado ainda na bateria dos carros. Para completar, o cigarro está associado a doenças cardiovasculares e a praticamente todos os tipos de câncer, em especial o pulmonar, de boca, de laringe e o renal.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), pelo menos 30% dos casos de câncer poderia ser evitado por meio de prevenção ao tabagismo, alimentação saudável e diversificada, além de prática regular de atividades físicas dentre outros fatores de risco. O pulmão é o principal órgão de choque por onde as substâncias cancerígenas da fumaça passam e depois entram na circulação sanguínea. Fora isso o tabagismo ainda causa câncer de boca, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, rins, bexiga, leucemia e até colo de útero.

A boa notícia é que diante de todos os esforços de conscientização em relação aos perigos do vício, segundo dados do Ministério da Saúde de 2016, o percentual de fumantes vem diminuindo. Parte disso se deve às leis que proíbem a veiculação de publicidade de cigarro nos veículos de comunicação, bem como fumar em ambientes internos.

Terapias disponíveis no SUS

Para dar uma ajuda aos que desejam parar de fumar são oferecidas via Sistema Único de Saúde (SUS), através do Ministério da Saúde, as Práticas Integrativas e Complementares. Apesar de não ter uma indicação específica para o combate ao tabagismo, pode tratar o paciente. Ao todo são 29 opções e cerca de 80% dos serviços acontecem na atenção básica, e são oferecidas pelos próprios profissionais da equipe como tratamentos complementares também para outras patologias.

Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais e científicos e voltados para curar e prevenir diversas doenças, como depressão e hipertensão de forma complementar e integrada a medicina convencional. As modalidades disponíveis são: Apiterapia, Aromaterapia, Bioenergética, Constelação familiar, Cromoterapia, Geoterapia, Hipnoterapia, Imposição de mãos, Ozonioterapia e Terapia de Florais.

Dicas para parar de fumar

Beba água gelada – Beber água gelada ajuda a segurar a onda naqueles momentos em que a vontade de fumar bate à porta. O mesmo vale para chupar cubos de gelo;

Mais refeições, menos comida – Pessoas que fumam tendem a ser ansiosas, e não raro descontam a ausência do cigarro em outro “vício”: a comida. Dessa forma, ex-fumantes costumam ganhar, em média, dois quilos nas primeiras semanas de tratamento. Parar de fumar também melhora o paladar, outro motivo para sentir ainda mais prazer no ato de comer. Para que a comilança não vire um problema, o ideal é fracionar a comida em pequenas refeições com menos alimentos em cada uma delas.

Evite doces e frituras – O ideal é deixar de lado alimentos com alto valor calórico para não assistir ao ponteiro da balança subir;
Escove os dentes mais vezes ao dia – O gosto da comida na boca, logo após cada refeição, é considerado um dos gatilhos que fazem muita gente querer sair para fora e fumar um cigarro. Sendo assim, é indicado escovar os dentes tão logo se levantar da mesa;

Fuja do estresse – Repense a rotina de trabalho e as relações com as pessoas ao seu redor. O estresse é um dos responsáveis por desencadear crises de ansiedade e, consequentemente, vontade de buscar alívio no cigarro;

Evite a cafeína – O sabor do café acaba sendo tradicionalmente associado ao cigarro após o almoço ou jantar. Em outras palavras, um hábito acaba levando a outro;

Pratique atividades físicas – O cigarro está associado a um momento de prazer. Podemos tentar mudar esse momento com outras atividades prazerosas. No caso da atividade física, há a liberação de endorfina e de outros neurotransmissores vinculados ao bem-estar;
Recompense-se – A recompensa é um incentivo a mais para quem deseja parar de fumar. Tanto que vale a pena reservar o dinheiro que seria gasto com os maços em uma caixinha e, ao final da semana, comprar algum item especial para você com o montante acumulado;

Seja paciente com você – Recaída não é igual a fracasso. Afinal, o cigarro está associado a hábitos culturais e leva consigo inúmeras substâncias que causam dependência. Pode ser difícil cortar o círculo vicioso, por isso, dê a você quantas chances achar necessárias até conseguir. Em caso de deslize, fique atento àquilo que o levou a voltar a fumar para não cometer o mesmo erro;

Evite bebidas alcoólicas – Aquela cervejinha no happy hour está constantemente associada a petiscos, bate-papo e, infelizmente, cigarro. Por isso, o ideal é que o paciente procure não ingerir bebidas alcóolicas no início do tratamento, para não cair na tentação de fumar.

Fumo 2

Reação do corpo após parar de fumar

Após 20 minutos: a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
Após 2 horas: a nicotina é eliminada do sangue.
Após 8 horas: o sangue volta a apresentar nível de oxigênio normal.
Após 12 a 24 horas: os pulmões passam a funcionar melhor.
Após 2 dias: seu olfato volta a perceber os aromas e o paladar já consegue saborear melhor a comida.
Após 3 semanas: a respiração se torna mais fácil e a circulação também apresenta melhoras.
Após 1 ano: o risco de morte por infarto já se reduziu à metade.
Após 5 a 10 anos: o risco de sofrer infarto é igual ao das pessoas que nunca fumaram.

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Escrito por trcom

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